Machado de Einstein | Entrevista

Oi pessoas, tudo bem?

O entrevista de hoje é o Daniel Siebert, integrante da banda Machado de Einstein e dono de um talento ímpar. Ele contou um pouquinho sobre seu início na música e como está se preparando para o retorno nos palcos.

Seja bem-vindo, Daniel Siebert, mas como somos amigos, vou te chamar de Dani, ok? Haha. Me conta um pouquinho sobre como você entrou nesse mundo maluco da música.

Olá Agatacett, muito obrigado pela oportunidade claro pode me chamar de Dani, que é meu apelido para amigos e familiares. Bom eu entrei no mundo da música acredito que por vocação, sabe? Eu costumo dizer que nós não escolhemos ser músicos e sim a música que nos escolhe. Tudo o que fazemos deve ser feito com paixão, então é isso que é música significa pra mim, é uma grande paixão. 

Como está sua rotina nessa pandemia? Está mais perto do público?

Esse período de pandemia pra mim tem sido um momento  de muito aprendizado. Tanto aprendizado pessoal, no sentido de pensar e se preocupar com o bem estar e segurança dos outros, quanto na minha própria e da minha família e amigos. E que estamos todos conectados, precisamos pensar no coletivo, ser menos egoístas. Quanto ao trabalho musical, eu já vinha trabalhando em material inédito durante todo o ano de 2019 e esse material estava praticamente pronto, quando começou o isolamento social . Sendo assim, eu consegui lançar um EP com 5 faixas e 2 clipes. A presença nas redes sociais também foi intensificada principalmente na divulgação do material novo, o que nos aproximou do nosso público e tem apresentado o material para pessoas novas que acabam se tornando fãs também. 

Além da música, qual tipo de material você curte produzir? Vídeos, lives…por que? 

Junto com as músicas, temos nos esforçados na produção de vídeos que acompanham as músicas, pois acreditamos que os clipes ajudam na divulgação, agregando valor artístico e fortalecendo a mensagem. Recentemente nós começamos ensaiar para fazer a nossa primeira live, A ideia de fazer a live, além de nos aproximar do nosso público é também gerar recurso para uma ONG aqui da nossa cidade chamada Viva Bichos. É uma maneira a mais de contribuir com a nossa cidade. 

Como você está se preparando para os palcos e novidades no mundo pós-apocalipse? 

Nós acreditamos que o período pós pandemia vai ser muito rico em oportunidades para as bandas e acreditamos que a cena já está se fortalecendo, através da união de bandas junto com web rádios e isso é muito positivo. Nós reiniciamos as atividades da banda agora, primeiramente para fazer a live e depois para já deixar o show pronto. Eu continuo sempre compondo e graças a Deus tenho conseguido lançar material tanto com a banda quanto material solo e isso pra mim é uma grande conquista

Deixe um recado para os nossos leitores!

O recado que eu deixo para o pessoal é para manter a calma, a positividade, a fé viva em Deus e ter a certeza de que esse período vai passar e que nós vamos sair fortalecidos. As oportunidades sempre se renovam, em diferentes circunstâncias, mas se renovam. E que do lado da dor, Deus sempre coloca uma consolação, acredito nisso. Vamos pensar naquilo que a gente deseja para nossas vida, manter o foco em nossos objetivos, pois com trabalho e perseverança tudo é possível, tudo vai dar certo. Muito obrigado pela oportunidade e uma forte abraço a todos. 

Low High | Entrevista

Oi pessoas, tudo bem?

Vai ter banda nacional cantando em inglês por aqui também. Falamos sempre da valorização da cultura nacional, mas essa galera também faz parte deste grupo sensacional de artistas multitalentosos, então hoje você vai conhecer a banda Low High junto comigo!

Welcome, Low High! Vocês são brasileiros cantando em inglês. Foi algo que decidiram ou viram uma oportunidade no idioma?

Luke: Thank you! Cara, só aconteceu assim. Eu sempre fui muito ligado com a língua, desde criança, e também ao longo da minha vida consumi muita música e arte em geral de fora do país, então quando comecei a fazer minhas próprias músicas lá no começo de tudo, fez sentido ser assim. Não foi nada muito pensado não, só aconteceu.

Como está sendo o ano para a banda? Algo saiu do papel neste período?

Luke: A quarentena atrapalhou bastante os planos da banda, mas conseguimos ao menos lançar uma música feita a distância, e agora voltamos a trabalhar no nosso próximo álbum, que tava pausado desde fevereiro mais ou menos.

Júlio: Felizmente o ano não foi totalmente perdido. Encontramos um jeito de fazermos ‘Nicolle’ estando cada um em sua casa e ficamos muito felizes com o resultado. Como também começamos o processo de pré-produção do próximo disco, que irá sair em algum momento de 2021.

Lara: Tivemos que nos adaptar ao período em que estamos vivendo. Conseguimos produzir um clipe à distância e isso nos deu bastante confiança em continuar a produzir conteúdo. No momento estamos na fase de pré-produção do novo disco!

Qual momento mais icônico viveram juntos?

Luke: O tempo gravando em Porto Alegre foi bem memorável. Os meses do início da banda em 2016 também têm diversos momentos que eu não vou esquecer nunca. O nosso primeiro show com a Lara foi bem legal também, e todo o processo que veio antes, de produção do EP Coal, as fotos e tudo. E eu também aprecio muito o momento em que estamos agora. Temos muitos planos, e sempre que conseguimos nos juntar, seja online ou pessoalmente é muito divertido e empolgante!

Júlio: Me recordo vários como tocar no Hangar 110 e meu primeiro voo de avião. Porém o processo de produção do Act Normal em 2017, tendo em vista que passamos duas semanas vivendo à base de música em Porto Alegre, foi um dos momentos mais divertidos da minha vida, mesmo sendo roubado.

Lara: Bom, eu sempre lembro com muito carinho do primeiro show que fiz com a Low High. Foi em Volta Redonda – RJ, altos perrengues no transporte, porém deu tudo certo no final. Como foi o show de retorno da banda, foi irado ver e sentir a galera marcando presença e cantando junto! Fora que dividimos palco com bandas amigas que gostamos muito! Foi um dia e tanto hahaha.

Como músicos, qual o conselho de vocês para quem está pensando em ingressar na área?

Luke: Eu diria pra ficar atento ao mundo em que vivemos agora, mas ser sempre fiel ao que você quer fazer como artista, e não tentar fazer outras coisas só porque acha que vai fazer mais sucesso. Isso parece meio bobo e clichê de falar mas é real, tem público pra qualquer coisa no mundo, você só precisa encontrar o seu público. Outra coisa que eu acho importante lembrar também é que atualmente a atenção do pessoal tá muito dispersa e disputada, então antes de qualquer coisa, tenha certeza de que o que você tá fazendo vale a atenção e o tempo das pessoas. Ou seja, foca em deixar a sua música o melhor possível, e sempre que for fazer algo, faça o melhor possível! Estude bastante tudo que envolve a sua arte, e você vai conseguir ser cada vez mais certeiro e chegar nas pessoas certas!

Júlio: Se mantenha fiel ao teu objetivo, explore novas influências e sempre mantenha o ânimo mesmo com todos contra. É a sua vida, então escolha vivê-la do seu jeito. Quando as coisas apertarem, é sinal de que precisamos buscar evoluir.

Lara: O famoso “não desista dos seus sonhos” é real. Se é o que você ama, só vai! Mulheres principalmente, mesmo com todas as dificuldades que sabemos que existem, continuem! Precisamos de vocês!

Deixe um recadinho para os nossos leitores!!!

Luke: Fiquem de boa, fiquem seguros, usem máscara, e sigam a Low High nas redes sociais! E claro, queria agradecer demais à Agatacett’s pelo espaço!

Júlio: Muito obrigado ao pessoal do Agatacett’s (adorei o nome) e aos leitores. Esperamos que gostem do nosso som, pra nos achar nas redes é @lowhighofficial. Se cuidem e mantenham o pique. Obrigado!

Lara: Agradecer demais ao pessoal do Agatacett’s pelo espaço e a você que chegou até o final dessa entrevista haha. Geral que apoia a banda meu muitíssimo obrigada! Fiquem bem, escutem e compartilhem nosso som: @lowhighofficial

Rafael Denardi | Entrevista

Oi pessoas, tudo bem?

Projetos de artista solo também tem um espaço especial em nossos corações e também no nosso cantinho da internet, então hoje eu vim apresentar para vocês o trabalho de um dos músicos que sempre nos acompanha, o Rafael Denardi.

Oie Rafa, seja-bem vindo! Você é um projeto solo que leva música de qualidade para todo mundo. Como surgiu essa vontade? 


Oi, Agata! Essa vontade de criar e tocar por conta é algo que vem comigo desde muito cedo. Eu sempre gostei de ouvir música e tive muita influência no que toco hoje em dia baseado no que minha família curtia quando eu era criança. Por volta dos 16 anos, comecei a compor com um pouquinho mais de seriedade e vi que tinha gente curtindo meu som, eu levei um pouco mais a sério o lance da música. Desde então, são 13 anos compondo e, desde o fim do ano passado, comecei a gravar profissionalmente.

Pretende ter uma banda no futuro ou você a realmente um lobo solitário? 


Olha, honestamente, se aparecer uns três ou quatro cabras ou cabretes que curtam o que eu toco e queiram pular de cabeça no projeto, eu abraço a oportunidade, sim! A impossibilidade de tocar sozinho é algo que me deixa bem chateado, porque, por menor que seja, sempre tem um público a fim de te ver ao vivo e poder dividir esse êxtase com mais gente é um sonho para mim.


Como seu trabalho vem se desenvolvendo as redes sociais durante a pandemia? 

A pandemia arrastou todo mundo que não tem uma saúde mental super estável para o chão. A incerteza do que o futuro aguarda, a crise econômica e falta de emprego te tiram um pouco da vontade de criar e te jogam numa vala de onde você tem que ralar muito para sair. No fim das contas, a consequência dessa crise toda foi o que motivou o lançamento do meu último EP, o “Adios, Rick”, em homenagem ao meu antigo Rickenbacker que foi vendido para saldar as dívidas que uma pandemia que perdura quase um ano trouxe. Então até que houve um engajamento bacana em certos círculos, mas o desânimo que a situação atual trouxe acabou se refletindo no ímpeto de divulgar mais. Fora que o Facebook ama fazer você pagar por engajamento e, né? Sem emprego, paga como? rs


O que está preparando para quando pudermos nos aglomerar novamente? Muitos shows em mente? 

Atualmente estou lapidando as canções para meu álbum de estreia. Os dois EPs foram o que eu precisava para ter certeza de que o caminho musical é algo que quero trilhar daqui para frente. Criar, sem amarras ou limitações, é algo que me cativa muito. Saber que há gente que curte o que crio me dá mais vigor ainda para seguir compondo e, sem a obrigação de uma gravadora, posso gravar da maneira que me agrada, então 100% do que o público está ouvindo é 100% do que estava na minha cabeça. Claro que, caso eu consiga reunir uma banda, as opiniões de todos serão levadas em conta para criar uma expressão da criatividade de todos como uma entidade mas, mesmo assim, será do jeito que nós queremos e acreditamos.

Deixe um recadinho para os nossos leitores!

Prestigiem ao máximo todo mundo que está ralando por um pouco de exposição. Alguns de nós estamos nessa indústria pela pura paixão pela música, mas essa não é a realidade para uma galera que tá sofrendo todo dia para botar seu nome no ouvido do público pela necessidade de se sustentar e, em ambos os casos, exposição é crucial, então prestigiem as bandas menores, mesmo que você não curta. Algoritmos adoram volume e, quanto maior o volume, maior é a exposição e o nosso som começará a chegar nos ouvidos de quem gosta! Se puder, ajude financeiramente também. Enquanto não houver a possibilidade de realizar shows, compra aquela camiseta, o bonezinho, o patch, o álbum digital. Qualquer ajuda já é muito para quem vive disso.
E muito obrigado pela entrevista, é um prazer estar no seu blog, Agatacett!

Costume Blue | Entrevista

Oi pessoas, tudo bem?

Convocando todos os brasileiros que curtem um bom som, para conhecer a banda Costume Blue. A banda contou um pouquinho da atuação na cena underground e de suas origens, então continue lendo para saber mais!

Sejam bem-vindos ao meu cantinho! Costume Blue…é um nome muito interessante! Como surgiu?

O nome Costume Blue surgiu após uma constatação. No início, lá pela década de 90, éramos e ao mesmo tempo NÃO éramos uma banda de blues. Afinal, gostávamos de tocar blues, mas não apenas. Ou seja, a música brasileira, sobretudo da tradição rural do Nordeste, estava muito presente. E muitas vezes o blues que fazíamos era “contaminado” também pela musicalidade da canção brasileira, sua riqueza nas letras. E quando escutávamos bandas brasileiras tocando blues, percebíamos que de modo geral elas tentavam decalcar, copiar mesmo o padrão norte-americano.  Não gostávamos daquilo.Daí, o conceito de customização musical. O Costume, a roupa, pode ser tingida do gênero (blues) e da cor (Blue) que remete à melancolia(da canção). Este é o conceito do nome Costume Blue.

  
Como é para vocês hoje lançar singles em português em um país que consome muito a cultura gringa?

Isso é um desafio quando se trata da aclimatação de um gênero tão forte como o blues. Falar em “blues brasileiro” (se é que isso existe) cantado em inglês chega a ser ridículo. Primeiro: um gênero se transforma, evolui, se mescla com outros gêneros. Segundo: a música popular, seja ela qual for, é ligada diretamente à fala, à linguagem oral. Assim, para nós o canto em inglês de modo geral soa fake, empostado; uma espécie de macaqueação da cultura de outro país. E aqui não se trata de nacionalismo, de “brasileirismo”. Nada disso. Cultura é vivência, é experiência com a própria vida; está na nossa vivência com a língua e com nosso modo de ser. Se não bastasse, temos uma das músicas populares mais fortes no quesito letra. Por que desperdiçar a força das letras em português do Brasil? 

De onde vocês são? A cidade recebe vocês bem como artistas? 

Somos, todos, migrantes. A maioria é do interior do estado de São Paulo. O vocalista é nordestino. E nos encontramos em uma cidade que está no centro do estado de SP, Bauru. A cidade nos recebe bem, sim. Mas preferimos não encarar as coisas de modo muito regionalizado. Para nós é bobagem essa afirmação regional. É um bairrismo que não encampamos. 

Qual o próximo passo da banda dentro do que estão chamando de ” novo normal”?

São dois passos: lançar o terceiro álbum e voltar aos palcos. Estamos com muita saudade.

Deixe um recadinho para os nossos leitores.

O recado é o seguinte: concordam, discordam do que falamos aqui? Se despertou algum tipo de reflexão, procure conhecer o Costume Blue. Estamos em todas as redes de streaming. Até!

Padovani´s Death | Entrevista

Oi pessoas, tudo bem?

A banda entrevistada de hoje é a Padovani´s Death, que também uniu a galera durante a quarentena, para lançar um clipe bem bacana e não deixar a música parar. Continue lendo para conhecer mais uma banda da cena que não pode faltar na sua playlist!

Queridos, que banda! Quero conhecer um pouquinho mais sobre a história de vocês.

Olá! Obrigado pela oportunidade!
Eu sou Guilherme Padovani do Padovani’s Death. Esse é um projeto solo que iniciei em 2008 e na época gravei o primeiro EP “Welcome to Death”. Porém, assim que lancei o trabalho, acabei deixando de lado para focar em outros projetos. Em 2018 eu decidi retornar com o Padovani’s Death, então em 2019 lancei mais um EP “Rise from the Dead!” e fiz os primeiros shows. Em fevereiro de 2020 lancei o EP ao vivo “Death in Concert – Padovani feat. Gummer” com o Gustavo “Gummer” (Baterista da banda Topsyturvy) tocando comigo. E finalmente em Junho deste ano eu lancei meu terceiro EP “Between Isolation and Desolation”, o qual estou divulgando no momento. Além do Padovani’s Death, eu sou baixista e vocalista da banda Motocontínuo, baixista da banda Desisto, guitarrista da banda Operação Prato e tenho outro projeto solo acústico, tudo autoral.

A banda lançou um videoclipe despojado e diferente com a interação de fãs e amigos. Como foi ver o resultado pronto?

Foi muito legal a produção desse clipe! Convidei amigos e fãs para enviar um vídeo curto ouvindo e curtindo a música “To Our Dear President” do meu último EP e a galera topou. Uns mandaram vídeo tocando algum instrumento junto com a música, outros batendo cabeça ou apenas pulando no ritmo do som. A edição ficou por minha conta mesmo e eu adorei o resultado final! Ficou muito divertido!

Hoje vocês trabalham apenas no meio digital? É hobbie ou profissão?

No momento estou trabalhando bastante a parte digital, redes sociais, Youtube, etc. Porém, antes da pandemia, estava fazendo bastante shows. Já que veio essa pandemia, eu aproveitei o momento para ampliar minha presença online. Hoje eu publico conteúdo no Facebook e Instagram diariamente e também no Youtube uma ou duas vezes por semana. Eu não vivo exclusivamente de música, além do Padovani’s Death eu faço parte de 4 bandas e tenho um segundo projeto solo acústico, todos autorais, e também sou professor de inglês.  

Qual a maior conquista da banda até agora e aonde pretendem chegar?

Apesar do projeto ser “antigo”, é como se fosse muito recente devido ao hiato de 10 anos. Acho que minha maior conquista até o momento foi ter conseguido lançar os 4 EPs, clipes e também o documentário. O Padovani’s Death segue uma filosofia DIY (faça você mesmo), eu mesmo gravo todos os instrumentos na minha casa, faço a mixagem e masterização, distribuição, video clips… Tudo imaginado e produzido por mim. Meu objetivo é tornar a música como minha principal fonte de renda.

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Obrigado a todos que se dispuseram a ler essa entrevista. Continuem apoiando a música autoral, comprem os produtos, curtam as redes sociais, compartilhem o conteúdo. É muito importante apoiar artistas novos, pois eles serão os grandes clássicos do futuro. Nós somos uma classe esquecida por tudo e por todos, mas a importância de manter isso vivo é muito grande. Tudo o que fazemos é pra vocês! Quem quiser, siga nossas redes sociais que tem muito conteúdo quase que diariamente.
Obrigado Agatacett, é muito legal o seu trabalho e o seu apoio!

Fantasma Buñuel | Release

Oi pessoas, tudo bem?

Em um formato diferente, vim apresentar para vocês a banda Fantasma Buñuel, que além de um trabalho incrível, é dona de uma personalidade ímpar e muitos acordes maravilhosos.

Enquanto nuvens cinzas invadem a cidade; feito jogadores, apostamos na poesia, no surreal e na esperança! Nossas letras deslizam por vampiros, amores, ruas e silêncios. Nossas músicas por vezes trazem beijos cítricos ou por outras, simples abraços de sofa! Durante esse tempo fizemos diversos shows em espaços dedicados ao rock autoral, entre eles: BADERNA BAR, UNDERGROUND CLUB, FEELING MUSIC BAR, FOFINHO ROCK CLUB, BAR AUGUSTA 339, e CARDEAL PUP.

Rock, Power Pop, Pop, Pós-Punk… Todos estes estilos nos cabem, mas de fato não nos definem!

Influências?
Velvet Underround, Lou Reed, Pixies, The Doors, Nick Cave and The Bad Seeds, Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Sergei Gainsbourg, Bob Dylan, P.J. Harvey, Patty Smith, Johnny Cash, Pink Floyd, Blues, João Gilberto, Cartola e Luiz Buñuel!

Sim, Buñuel, sempre!
Nosso nome vem de um dos seus “últimos desejos”!
Perto do final da vida, ele sonhava em poder voltar à terra feito um FANTASMA, e a cada 10 anos, poder sentar sobre sua cova e ler o jornal do dia, apenas para saber quais seriam as novidades do mundo. Não sabemos se o mestre tem visitado o nosso alquebrado planeta com essa rigorosa pontualidade, talvez busque por notícias apenas por um smartphone… Impossível saber!

Taboo | Entrevista

Oi, pessoas, tudo bem?

Vocês sabem que uma coisa que eu valorizo nas bandas é a produtividade, parceria e atenção nos projetos e a banda Taboo veio para mostrar que música boa não tem idade, distância e que o importante é amar o som e se dedicar a ele.

Banda Taboo, seja muito bem vinda ao nosso cantinho do Rock N Roll. E para começar, conta pra gente: quais as principais influências da banda?

Primeiramente muito obrigado pelo convite, é um prazer pra gente participar, mas vamos às respostas! As influências da banda são muito variadas, cada um de nós tem suas próprias referências e isso acaba resultando numa grande mistura e a gente curte muito isso! Eu (Matheus) vim do punk e do indie, mas atualmente escuto apenas bandas brasileiras independente da vertente musical, tento sempre conhecer novos projetos e trazer um pouco disso pra Taboo. Lucas está numa vibe meio “folk brazuca” querendo colocar violão em tudo (hehe). Michas é mais clássica, curte guitarras, rock, blues, mas também mpb, folk e outros estilos. Max gosta de tudo isso que eu já citei mas sempre tenta agregar brasilidades ao nosso som.

Como vocês caíram no mundo da música?

Eu diria que isso aconteceu naturalmente, Lucas e eu somos primos, nossa família sempre foi muito musical. A mãe dele (minha madrinha) é musicista e professora, temos outra tia com o mesmo ofício e somos sobrinhos do Tino Gomes, um grande artista do norte de Minas.

Como você definiria hoje o estágio da banda? Onde querem chegar e pelo que já passaram?

Estamos em uma fase muito massa! Nosso primeiro álbum está em fase de produção e sendo viabilizado através de uma campanha de financiamento coletivo (benfeitoria.com/taboo), já lançamos o primeiro single com a participação do Doca Rolim (Skank) e estamos preparando os próximos lançamentos. Ano passado fizemos nossa primeira turnê onde passamos por várias cidades do Sudeste e Centro-Oeste, foi uma experiência fantástica, conhecemos muitas pessoas incríveis e tocamos em vários palcos. Isso nos preparou para o momento que nos encontramos agora, mal podemos esperar que essa pandemia acabe para que possamos colocar o pé na estrada novamente!

Qual o maior sonho da banda na música? Já planejaram como realizar?

Eu diria que nosso sonho é chegar a mais pessoas e impactar suas vidas de alguma forma. Tenho observado com nosso primeiro single que a galera precisa da arte e anseia por esse tipo de relação, a gente também quer isso. Nosso plano é basicamente continuar em frente.

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Se eu tenho um recado pra dar pro pessoal é que escutem e apoiem as bandas novas, nunca houve esta quantidade e variedade de trabalhos bem produzidos como hoje. Também peço que conheçam nossa campanha de financiamento coletivo e, caso se sintam confortáveis, participem da construção do nosso álbum! Muito obrigado!

Stereoshake | Entrevista

Oi pessoas, tudo bem?

Stereoshake na área! E pensem em um pessoal carismático, talentoso e mega profissional? Nós já somos mais que amigos, somos friends e você também vai amar a vibe dessa banda que já está na minha playlist!

Stereoshake na área! Sejam muito bem-vindos ao Agatacett’s Blog. Contem um pouquinho de como tudo começou.

Gostaria de dizer que é uma honra estarmos participando desta entrevista para o Agatacett’s Blog! Obrigado pelo convite!

Tudo começou em 2015, quando eu, Mauricio Gielman (vocalista do Stereoshake) ganhei o concurso “The Voice Online” e então conheci o Compositor Guito Lua.

Após alguns encontros, finalmente escolhemos uma música para trabalhar e esta música quase entrou numa novela da Rede Globo. Na produção desta música é que trabalhamos pela primeira vez com o Vinícius Fernandes (guitarrista e produtor do Stereoshake).

Depois disso, o meu contato com o compositor Guito Lua ficou um pouco distante, até que em em 2017 voltamos a nos falar e então veio outra música, a qual, pensamos logo na possibilidade de produzi-la, entrando então em contato mais uma vez com o Vinícius Fernandes, pois eu sabia que ele trabalhava com uma pegada eletrônica e eu achei bacana poder fazer esta mistura do Rock com o eletrônico.

Convite feito, convite aceito! Estava formado então o Stereoshake.

Depois de lançarmos 4 Singles nesta parceria, Guito Lua deixou a banda por motivos pessoais (nos falamos até hoje e ele é super querido e presente nos assuntos do Stereoshake) e passamos então a ser um Duo.

Nesta formação, já lançamos mais 2 singles!

A música sempre foi essencial na vida de vocês? É um projeto paralelo ou a profissão oficial dos integrantes?

Sem dúvida a música sempre foi essencial nas nossas vidas. No caso do Vinícius, ele tem um estúdio de gravação, além do Stereoshake. Já no meu caso, trabalho só com música, tenho sim outros projetos musicais, mas o único autoral é o Stereoshake e a música autoral tem todo um carinho mais do que especial, né?

O assunto do momento é a pandemia. O ano de 2020 foi realmente perdido para vocês ou aproveitaram o tempo com os projetos da banda?

O ano foi bem produtivo sim! Afinal foi durante a pandemia que lançamos o nosso 6º single que é uma versão autorizada de “Tom Sawyer” da banda Rush! 

Fora isso, fizemos uma campanha bem bacana de financiamento coletivo que também aconteceu de forma satisfatória, conseguindo inclusive superar a meta estabelecida.

Agora estamos rearranjando as musicas pros shows e participando de LIVES  e entrevistas.

Um detalhe curioso, já que falamos sobre o tem “produtividade” é que no Stereoshake, nós quem fazemos toda a produção do nosso material, desde arranjos, gravação, mixagem e masterização, como também a produção dos nossos vídeos clipes, roteiro, produção, filmagem (em alguns deles) e edição!

Cariocas no rock nacional. Como funciona a cena underground por aí? Há rivalidade entre os ritmos musicais ou vocês garantem bem o espaço?

O Rock no Rio de Janeiro não é com certeza, o estilo musical mais forte! Mas, sempre tem um movimento underground rolando onde o Rock tem o seu lugar.

Não vejo rivalidade entre as bandas, mas falta mais união entre elas!

Vejo também uma falta das bandas maiores do cenário, convidarem bandas de menor porte para abertura de shows e assim estrarmos mostrando para o publico um processo de renovação, modelo este, feito no mercado da música sertaneja, por exemplo!

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Agradeço ao Blog a oportunidade e quero dizer que o Stereoshake, assim como toda a Cena Independente precisa do apoio da galera que quer ver o Rock vivo e com longevidade!

Galera, curtam, compartilhem, inscrevam-se e apoiem o Rock e todas as suas vertentes! Só a união de todos pode levar este gênero musical tão maravilhoso ao topo de novo! Quando você estiver ouvindo aquele desespero de música no intervalo musical na sua TV, lembre-se disso!

Abração!

Dia de Fúria | Entrevista

Oi pessoas, tudo bem?

Música de qualidade no Brasil não falta e a banda Dia de Fúria está aqui para te provar isso. Nessa conversa, falamos um pouquinho sobre a visão do rock na atualidade e os projetos para o mundo pós-apocalipse. Bora conferir?

Dizem que o Rock morreu, mas a Dia de Fúria e muitas outras bandas do underground estão aqui para dizer o contrário. Quais os desafios que a banda encara diariamente?

Realmente essa história de que o Rock morreu eu escuto desde criança. O Rock não está na mídia tão forte quanto os outros estilos, por falta de investimento da grande mídia, ou seja voltamos ao “faça você mesmo” e a dificuldade é o alcance mesmo de pessoas para divulgar o trabalho. Nós vemos muitas bandas competentes, com composições muito legais e maduras dentro do Rock para todos os estilos e não tem respaldo, outra dificuldade é sim o público que está mais “preguiçoso” mesmo com a facilidade que temos atualmente de conhecer e consumir músicas novas, o público de rock n roll prefere continuar ouvindo sempre os mesmo artistas e não dão espaço para ouvir coisa nova.

Qual foi o maior projeto da banda até agora e quais serão os próximos?
As nossas Gravações dos Singles “Louca por Mim”, “Acelerado” e do EP “Que a Fúria Comece” foram nossos maiores projetos, agora estamos no processo de composições das músicas novas, gravação de vídeos live e clipes e o nosso novo EP será lançado em formato de Singles, porém todas as músicas vão se interligar e contar uma história no final, trabalhamos com um conceito e vamos lançar todas as músicas e um livreto que encaixa as peças.

Vocês têm alguma história engraçada, divertida, triste ou marcante que renderam músicas? Quais?
Nossa música “Louca por Mim” é baseada em relacionamento de um dos integrantes que ficava naquele vai e volta, aquele relacionamento conturbado que varias pessoas já passaram por isso.


No underground as bandas precisam se ajudar. Qual o melhor conselho que você daria para os músicos que querem ingressar na área?
Realmente o coletivo é muito importante, as bandas se ajudarem, compartilhando os trabalhos de outras bandas, indicando pra tocar, fazendo festivais conjuntos isso fortalece e ajuda os públicos a conhecerem outros trabalhos, mas tem que ter uma troca mesmo, não adianta ter um festival com 10 bandas se você não vê nenhuma outra tocar, ou vai embora logo depois que toca.


Deixe um recadinho para os nossos leitores 😉

Quero convidar vocês a conhecerem o trabalho da Dia de Fúria e também de todas as outras bandas que já passaram aqui pelo blog, sigam nossas redes sociais e comente nossos trabalhos, todo feedback, sugestões de músicas e ideias são bem vindas.

Piranha Sedenta | Entrevista

Oi pessoas, tudo bem?

Quem aqui, assim como eu, adora arriscar uma receita nova na cozinha? E acompanhado de uma música bacana tudo fica melhor, né? E foi nessa temporada mais que diferente do Masterchef 2020 que eu conheci o icônico Thiago, responsável pela banda Piranha Sedenta e, além de liberar essa entrevista exclusiva, eu queria confessar: Thiago, minha torcida no primeiro episódio foi para você!

Thiago, seja muito bem-vindo ao Agatacett’s Blog! E a primeira pergunta que eu vou fazer não poderia ser outra: como o Rock N Roll foi parar no Masterchef? 

Oi Agata, muito obrigado! Bom o Rock n Roll faz parte de mim desde a infância, em 2005 sai de Itanhaém e vim pra São Paulo, aqui comecei a cozinhar pela sobrevivência. Sempre trabalhei com música, principalmente o rock. Então o tempo foi passando e o gosto pela culinária só aumentou, sou apaixonado por todo tipo de arte, então comecei a assistir programas de gastronomia inclusive o MasterChef. No fim do ano passado decidi me inscrever e tive a sorte de ser selecionado! Ai pronto, o Rock entrou no MasterChef!

Mesmo sendo uma experiência mais curta que as outras temporadas, o que o Masterchef te proporcionou?

Muita diversão, e o principal, a exposição da minha música! Fiquei muito feliz pelo Chef Henrique Fogaça ter trocado ideia sobre a banda! E quando vi o programa e vi que a edição manteve essa parte fiquei muito contente! Fora os vários memes que rolaram que me fizeram rir muito! Inclusive acabo de lançar na redes sociais e no YouTube, com o Piranha Sedenta a música “O resgate do soldado Frango”, que conta minha experiência no programa!

Você tem uma banda chamada Piranha Sedenta. Como é este projeto? Conta um pouquinho para a gente!

O Piranha Sedenta é uma banda que montei em 2019, a ideia é um personagem, o Piranha, interpretado por mim, que tem a maior banda de rock do reino animal, ele agora está lançando sua carreira para a humanidade! Em 2019 saiu o primeiro disco, homônimo, que está em todas as plataformas digitais. Esse disco tem 8 músicas, cada uma falando sobre a vida de um animal, o Urso, a Naja Cuspideira, Urubu, entre outros, essa é a temática da banda músicas que contam o drama da vida dos animais. Desse primeiro disco a faixa Polvo ganhou um clipe que está no YouTube. Eu escrevo todas as músicas, gravo todos os instrumentos e claro canto. Nos shows chamo músicos pra tocar. Em 2020 saiu o Single “Animalia”, e estou terminando o EP “Garras Afiadas” todo dedicado aos felinos tigre, gatos, guepardo, onça pintada. Aguardem o lançamento desse material muito em breve.

Quais são seus próximos passos, a cozinha, a música, um mix de tudo…?

Sem dúvida um mix de tudo! Estou com um canal no YouTube que leva o nome Piranha Sedenta onde posto o material da banda e também minhas receitas Rock Rango, onde. crio um prato dedicado a um ícone do rock, faço um Cover da banda em questão e também rolou músicas do Piranha Sedenta e bandas independentes! Quem não conhece bora se inscrever, quando o canal chegar a mil inscritos vou fazer uma LIVE do Piranha Sedenta!

Deixe um recadinho para os nossos leitores 😉

Galera bora viver uma vida plena, fazer aquilo que a gente ama, que a gente acredita! Nada nesse mundo paga a satisfação de seguir seus sonhos e realizar aquilo que viemos nesse mundo pra fazer! Bora ser feliz e curtir muito Rock n Roll, apoiar a arte a cultura porque sem elas a vida seria um roubo de galinha kkkk Muito obrigado Agatacett pelo convite, foi muito legal, sucesso com o Blog!