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Oi oi meus amores, a conversa de hoje é com o Rodrigo Vizzotto da banda Eletroacordes e eu fiz uma pergunta que nunca tinha feito antes…qual é a sensação de ter uma banda de Rock N’ Roll?

Qual é a sensação de ter uma banda?
É um canal de expressão que a música proporciona para exteriorizar a criatividade, transmitir sensações e mensagens sobre o que você ouve, vê e pensa. E dividindo estas vibrações com seus parceiros de banda, te possibilita sentir a resposta do som que a Eletros cria junto ao seu público ouvinte. Então, ter uma banda é experimentar estas múltiplas sensações, em alguns casos, até ao extremo, sejam elas boas ou ruins. As sensações de ver seu trabalho reconhecido e do retorno do público, ou então inversamente, de receber a crítica pela mídia ou do público formador de opinião te levam a identificar qual caminho percorrer, e por consequência, vivenciar novas experiências. Tudo consequência de uma trabalho, no caso, em ter uma banda.
Vocês têm muito material. Como foi cria-los?
Sim. O processo de criação da banda é intenso e sempre em movimento. Hoje temos dois EP’s, três clipes roteirizados, 18 registros de vídeos gravados e um set list com mais de 20 canções autorais, fora os covers. Ou seja, em um só ensaio já não é possível passar todas os sons. A banda se dedica a compor músicas inéditas porque acredita em mostrar novas vertentes do rock sem formulismos ou receitas pré-concebidas. Por isso expandimos nossa criatividade e as composições surgem de forma natural, com os arranjos elaborados em estúdio. Também participamos no último semestre de duas coletâneas: da Rádio Graviola e da Rock Soldiers Volume 21. E tem ainda as canções executadas ao vivo em programas, entrevistas e ainda do que foi coletado em shows e ensaios. Vamos partir este ano para a execução de um primeiro CD, com novas composições, novos arranjos e claro, aproveitar o material de gaveta que ainda é inédito. Mas sem relançar as músicas que foram incluídas nos trabalhos anteriores. Então podemos dizer que tem material de sobra. Mas não significa que abrimos mão da qualidade pela quantidade de composições. Apenas aproveitamos ao máximo de nossas potencialidades.
Pode nos dizer suas cinco músicas favoritas?
Impossível! Pois cometeria o pecado de deixar alguma música de fora neste universo que inclui rock, blues, jazz, psicodélico, reggae, entre outros gêneros. Para demarcar melhor o conceito que a banda se inspira, cito as próprias composições da Eletroacordes, como Respire Fundo, Tensa Cidade, Forno Alegre, Insanos e Quem foi que disse. Todas pra free download em www.eletroacordes.com.br . No YouTube há vários registros de shows e peças promocionais montadas para quem gosta de ouvir o autêntico rock, sem truques ou firulas.
Música me lembra….? E por que?
Me lembra momentos, sentimentos, memórias, conceitos, verdades, sensações, pois cada uma dessas variantes remete a uma passagem na vida, a uma lembrança, a um determinado pensamento. Para não ficar abstrato, é só imaginar o seguinte: sabe aquele hit de verão que o Jorge Benjor lançou na metade da década de 90? Ou aquele som dos Tribalistas que ouvi no exterior em 2002? Ou o lançamento daquele disco de regresso do Pink Floyd sem Roger Waters naquele Natal de 1987? Pois então, as sensações de tempo e espaço aparecem na memória. Entende? O universo é muito amplo para conceituar qualquer lembrança musical. E aqui não descrevo a inspiração para as composições da Eletroacordes, que multiplica ainda mais as recordações ou sensações para cada canção. Desde o momento de como ela foi criada em estúdio ou até a ideia de como ela se apresentou pela nossa criatividade ou determinado instrumento. Um acorde, que carregou consigo uma ideia, uma inspiração. Aliás, foi daí que surgiu o nome da banda: um simples acorde de violão ou piano que se transformou em ritmo e arranjo por meio elétrico até se constituir em expressão pela música. E foi assim que surgiu a denominação Eletroacordes.
O que quer para o futuro?
Harmonia! Esta é a palavra-chave para todos os males de nossa sociedade, dividida, e atualmente em alto conflito ideológico para seus dilemas sociais e políticos. E harmonia para a Eletros, tanto para as composições da banda como para sua relação com os fãs, parceiros, mercado e apoiadores. Acho que tá faltando sensibilidade, ou então, porquê não dizer, muitos excessos na imaginação coletiva das pessoas. Lembro que o mundo já foi mais simples, sem tanta polêmica, sem tanta hostilização, sem tanto embate. Essa divisão desmancha conceitos, elimina novas formas de pensamento, cria segregação. Não quero que as pessoas deixam de ter seu conceito crítico, mas que este conceito, não seja só o seu ou o único. É preciso aceitar também. Pode parecer jargão ou ideia pronta, mas passa por aí um pouco do que é ter a harmonia em uma coletividade. Creio que a música pode ajudar na aproximação, ou pelo menos, destituir o preconceito e as diferenças.
Tem algum recado para os leitores do Agatacett’s Blog?
Então, é preciso fomentar a nova cena autoral e independente e o blog precisa preservar este espaço e revelar novas tendências, estilos e novidades. Abrir mentes, sem preconceito. Então leitores, sigam em sintonia que conteúdo de qualidade não faltará. Assim imagino que, onde houver um canal de divulgação, se propagam novas ideias, abrem-se novos caminhos. Hoje têm diversos blogs e vlogs musicais, webrádios, portais para a contracultura e mais espaços se criando. De certa forma, quebrao um pouco a hegemonia que a mídia tradicional insiste em não se desprender. Então, é preciso resistir como espaços com Agatacett’s Blog.
A imagem pode conter: bebida e área interna

Eletroacordes

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