Nota

Wisconsin, 16 de Março

Passei meia hora, sim, trinta minutos, três longas porções de dez minutos me encarando na frente de um espelho que meus pais colocaram na parede do meu quarto enquanto eu estava no colégio e…o que há de errado? ”Eu afinaria o nariz, acho que uma ‘lipo’ também, além de uma progressiva eterna no meu cabelo” e é isso que eu escuto ou leio todos os dias de pessoas fúteis ou que se desvalorizam cada vez mais, mas que não saem da frente de um maldito espelho.

Porque não gostamos de nós mesmos e nos consideramos lindos uma vez que todos compreendem que não existe essa tal de ”perfeição” que queremos tanto alcançar pelo menos em sonho? A cada olhada e analisada que eu dava sobre o meu reflexo no espelho eu descobria algo novo, como por exemplo o fato de eu gostar da cor natural dos meus cabelos negros, do contorno do meu rosto e até mesmo dos meu braços, pode ser engraçado reparar coisas tão banais, mas me fazem bem em pensar que gosto de algo em mim.

Então esse é o segredo, tirarmos um tempo para nós e encarar o espelho, analisando a imagem refletida como uma prova de matemática, com cuidado e atenção, até descobrirmos algo que gostamos de verdade e que seja natural em nós, para assim nos amarmos um pouco mais.

 


O que há de errado?

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