Nota

Estávamos em seis, um grupo consideravelmente grande para visitar uma floresta que era cercada de mistérios desde a nossa infância. Decidimos conhecer de perto o verdadeiro palco de nossa imaginação: o campo da solidão, pelo era assim que chamavam nas histórias contadas.

Lá fomos, com o carro do meu irmão mais novo, confortável o suficiente para conseguirmos nos aquecer naquele frio dos infernos! A cada quilômetro o frio aumentava, o que era estranho, mas até brincamos sobre o assunto, ”tão frio quando nossas almas quando desprendidas dos corpos que aqui habitam”…disse minha melhor amiga com um tom sarcástico quando adentramos a floresta.

Depois de nos instalarmos, cada um saiu em uma direção para procurar madeiras, folhas ou alguma fruta para degustarmos até que o primeiro grito foi ouvido, bem longe do meu alcance, mas não o suficiente para passar despercebido pela minha audição apurada. Corri desesperadamente para ter conhecimento do motivo do grito, mas algo estava acontecendo: eu não saia do lugar, corria em círculos e não conseguia sair daquilo por mais que eu tentasse.

Eu estava me prendendo, algo dentro de mim não me deixava sair, gritava, minha voz não saia, minhas cordas vocais não trabalhavam mais, minha cabeça doía, eu estava me matando e assim seguiu por dias e dias até que encontrei uma faca de tamanho considerável, era a minha única saída, eu precisava acabar com isso, não queria ser meu próprio refém por nem mais um dia…

 


Contos Para Dormir V – Boa Viagem, Descanse Em Paz

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s